Arquivo da tag: mundo em 2011

Por mares revoltos

Antonio Luiz M. C. Costa

Reista Carta Capital

Como perseguir a paz, sem ingenuidade, em um planeta cada vez mais perigoso.

O planeta no qual Dilma e o chanceler Antonio Patriota conduzirão o País não é o mesmo com o qual Lula e Celso Amorim conviveram durante a maior parte do seu mandato. É um lugar mais perigoso sob muitos aspectos, mas no qual o Brasil não só poderá, como será praticamente obrigado a desempenhar um papel cada vez mais importante.

Estados Unidos e União Européia encolheram em termos relativos. Devem continuar a lutar com problemas financeiros pelos próximos quatro anos – talvez muito mais. O Japão não conseguiu se recuperar inteiramente desde o estouro de sua bolha no início dos anos 90, mesmo tendo a relativa vantagem de contar com um povo historicamente menos propenso à rebeldia.

O historiador estadunidense Andrew McCoy publicou um artigo no qual propõe quatro roteiros plausíveis, não necessariamente excludentes, pelos quais os EUA poderiam perder a hegemonia global de maneira súbita, antes de 2025: 1. Declínio econômico em razão da perda do status especial do dólar como moeda global de reserva, seguido da necessidade de corte de gastos militares. 2. Novo choque do petróleo, com árabes e iranianos exigindo pagamento em moedas que não o dólar e fazendo acordos militares com a China. 3. Catástrofe militar no Afeganistão e Golfo Pérsico, com retirada humilhante ante o Taleban ou fracasso em garantir o embarque de petróleo após embargo árabe. 4. Terceira guerra mundial, com a estrutura militar e informática dos EUA paralisada por ciberataque chinês. Continuar lendo

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Welcome to a zero-sum world

Gideon Rachman

The mood will be tense; get used to it

(tradução após o texto)

Over the past two years, the world’s biggest economies have grappled with the threat of a new Great Depression. During the course of 2011, it will become clear that the global economic crisis has also soured international politics.

The political malaise is linked to the economic crisis. Twenty years of good times and global economic integration, after the end of the cold war, had profound political effects. They created a “win-win world” which ensured that all the major powers had reason to be satisfied. The United States was enjoying its “unipolar moment”; the European Union was expanding and prospering; China and India felt themselves getting richer and more powerful. Continuar lendo