Arquivo da tag: Islamofobia

Can careless talk cost lives?

FOR a few hours after the killings in Norway, when many people guessed that the perpetrators were Muslims, the blogosphere buzzed with told-you-so indignation from those who argue that the threat to the Western world from political Islam has been underestimated. Surely now, it was said, people would see the need for vigilance, not only against Islamically inspired violence but against any Muslim talk that abets such violence.

Soon after, as it emerged that the killer was a self-appointed warrior for the white Christian West, the boot was on the other foot: defenders of Muslim rights began arguing that xenophobic violence, even by the unhinged, was abetted by any language that demonised Islam and all those who practise it. Then it came to light that many of the best-known critics of Islam in Britain and the United States were cited in Anders Breivik’s rambling 1,500-page manifesto. To some this seemed like proof that Islamophobic talk, even of the most cerebral kind, could have a cost in blood.

Islamofobia neste blog

 In response, critics of Islam were defiant, not embarrassed. In the sarcastic words of Mark Steyn, an Islamosceptic writer, posted in the National Review Online: “If a blond blue-eyed Aryan Scandinavian kills dozens of other blond blue-eyed Aryan Scandinavians, that’s now an ‘Islamophobic’ mass murder?” Equally strident in self-defence was Robert Spencer, an American whose website Jihad Watch is widely read by adversaries of Islam.

Leia mais

 But for better or worse, the word Islamophobia, implying an intense, potentially violent antipathy towards the Muslim faith and its followers, is now firmly in the world’s political vocabulary. That may be one of the consequences of the Norwegian horror. Hitherto the term has often been called into question, especially if used to outlaw any strong dissent from Islam as a creed. A phobia suggests a prejudice, an irrational fear or hatred. Surely, some say, it is possible to criticise a religion, by disagreeing with its tenets or even arguing that they could have bad social consequences, without being malicious.

Continuar lendo

Obscurantismo europeu

Gianni Carta

9 de agosto de 2011


Os políticos são os responsáveis pela islamofobia que inunda o continente, é a tese do professor de história da Universidade de Perpgnan, especialista em extremismo. Foto: Karim Sahib/AFP

Especialista em agremiações de extrema-direita- na Europa, Nicolas Lebourg diz que a islamofobia está em ascensão por causa da radicalização do discurso de políticos europeus. Legendas extremistas ganharam popularidade porque dizem defender valores democráticos, como os direitos dos homossexuais e da mulher. Para o professor de História da Universidade de Perpignan e autor de Le Monde Vu de la Plus Extrême Droite (PU Perpignan, 260 págs., 19 euros), “as legendas moderadas têm de explicar ao povo que direitos humanos não podem ser defendidos enquanto se estigmatiza a -população de imigrantes”.

CartaCapital: Como explicar o ato do terrorista Anders Behring Breivik na Noruega?

Nicolas Lebourg: A tragédia lá decorre de uma radicalização da Europa. Esse processo tem raízes num movimento nacionalista, conceito oriundo do nacionalismo alemão baseado na identidade, no sangue. Nacionalistas e extremistas fazem um discurso a questionar o multiculturalismo, a imigração, a islamização. Essa narrativa é uma reação à crise dupla que vivemos. A primeira foi aquela geopolítica de 11 de setembro de 2001. A segunda é a econômica, iniciada em 2008. A partir do 11 de Setembro, ideais neoconservadores americanos migraram para a Europa. São baseados no seguinte quadro bastante simplista: o mundo livre seria o Ocidente, e do outro lado existe o Islã. Essa narrativa substitui aquela da Guerra Fria, quando o Ocidente lutava contra a Europa do Leste. Agora, o Islã representaria o novo totalitarismo. Faço uma comparação para ilustrar essa mutação de discurso. No início dos anos 1980, Ronald Reagan afirmou que todos os terroristas no mundo, incluindo os irlandeses, bascos etc., dependiam de Moscou. Nos anos 2000, o presidente George W. Bush fez praticamente o mesmo discurso contra a Al-Qaeda. Quanto à crise econômica, ela aconteceu na Europa em grande parte porque seus dirigentes, ou quase todos, são de direita. E se alinharam ao modelo da política econômica dos neoconservadores americanos. Ou seja, esses líderes europeus são liberais no sentido econômico e populistas no tablado político.

CC: Mas o atual motor da ascensão de ideias extremistas em geral Continuar lendo