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O que fazer depois de um atropelamento de bike

Afonso Capelas Junior

Publicado em: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/na-guerra-entre-carros-e-bicicletas-10-maneiras-de-escapar-de-um-acidente-de-bike/

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Atropelamento cometido em Porto Alegre, em 2011, durante evento do Massa Crítica (Veja)

Nestes novos tempos em que as ciclovias começam a fazer parte da paisagem cotidiana das grandes cidades mais pessoas se sentem encorajadas a pedalar. Ótimo, afinal, a ideia é essa mesmo: deixar o carro em casa e utilizar a magrela como meio de transporte para pequenos, médios e até longos percursos. Só depende da disposição e da saúde de cada um.

O efeito colateral dessa boa prática – sempre existe um – pode ser um desagradável acidente. Até mesmo porque a falta de hábito dos novos ciclistas, assim como a falta de educação de alguns motoristas, podem potencializar os riscos nas ruas.

 O site Grist, especializado em questões de sustentabilidade, mas sempre com uma pegada leve e bem-humorada, enumerou algumas formas de se comportar caso esse episódio sem graça venha a acontecer na vida de um pedalante. O certo é sempre estar atento para evitar o pior. Mas se o revés vier e você se vir estatelado no asfalto tente manter a calma e lembrar de seguir os 10 passos, abaixo:

1 – Procure sair do meio da rua o mais rápido possível. Se é chato ser atropelado por um carro, ser atingido duas vezes é pior ainda;

2 – Faça uma rápida checagem do seu estado geral e não no da sua bicicleta. Nesse momento você é mais importante. Dane-se a sua magrela. Veja se está sangrando, se o seu capacete está rachado (você estava de capacete, né?). Verifique qualquer outro sinal de uma lesão mais grave. Todo o resto não importa nesse momento. (Nota do autor: Isso já aconteceu comigo. Certa vez estava eu pedalando em Salvador com minha namorada. Ela acabou caindo, machucou-se seriamente no braço esquerdo e quase foi atropelada por um ônibus. Em vez de ligar para o 190, como deveria ser, minha primeira reação foi pegar a bicicleta dela e ligar para o cara que havia nos alugado. Até hoje ela sente uma vontade incontrolável de apertar meu pescoço toda vez que lembra do episódio);

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Carro: por que você em breve não terá mais um

Roberto Amado

Postado em:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/carro-por-que-voce-em-breve-nao-tera-mais-um/

Em 02 out 2014

Não tenha dúvida: você vai ter que, cedo ou tarde, deixar o seu carro em casa. Pode ser por ideologia, bom senso, solidariedade, opção política… Mas, se não for por nenhum destes motivos, será por necessidade.

Isso se aplica a todos os moradores das grandes cidades, brasileiras ou não, e muito provavelmente à grande maioria das cidades médias.

Para começar, circular com o carro será cada vez mais uma atividade cara. Muitas cidades do mundo, como Londres e Singapura, praticam há muito tempo o pedágio urbano — uma taxa para circular nos centros mais frequentados da cidade. Além disso, é bastante provável a implantação de uma espécie de “imposto de privilégio” — dinheiro pago por quem tem carro para financiar o transporte público. “Se você quer ter privilégios, tem que pagar”, diz Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transporte Público, citando cidades européias que já praticam esse conceito.

Caos no trânsito

 Outro motivo é tão óbvio quanto lógico: simplesmente não há e não haverá mais espaço para continuar circulando com carros nas ruas dos centros urbanos. Em São Paulo, há 6 milhões de carros, aos quais se somam, todos os dias, mais 900 carros. Para onde vão todos eles? O fato é que o tempo médio mundial de deslocamento para o trabalho é de uma hora.

Em São Paulo é 2h46min e 30% dos trabalhadores perdem 3 a 4 horas por dia nos congestionamentos de São Paulo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez um estudo do trânsito nas grandes cidades e constatou que os problemas enfrentados na locomoção afetam a produtividade no trabalho e no estudo. Deixa-se de faturar R$ 5,2 bilhões por ano na cidade de São Paulo em decorrência do trânsito que não anda. E já não há como melhorá-lo: não adianta gastar bilhões construindo pontes, viadutos e novas avenidas. Esse modelo está falido.

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O avanço das bicicletas no Brasil e no mundo

Wendy Andrade

Publciado em: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/o-avanco-das-bicicletas-brasil-e-mundo/

 Hoje, no Brasil, são mais de 60 milhões de bicicletas — metade usadas pela população para ir ao trabalho. Segundo a pesquisa Origem e Destino do metrô, aplicada na Região Metropolitana de São Paulo, o uso desse tipo de deslocamento aumentou 18% entre 1997 e 2008. 22% das viagens de bicicleta têm por motivo o alto custo da condução e 57%, a pequena distância da viagem.

Maiores reféns do trânsito, as grandes capitais já recebem algumas iniciativas. Por exemplo, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo contam com o sistema de aluguel de bicicleta – Bike Rio e Ciclo Sampa – resultado da parceria entre as prefeituras e bancos. O projeto vem atraindo um grande número de adeptos. No Rio, a iniciativa aumentou o número de postos e bicicletas para atender a demanda.

world bike

Já a cidade de São Paulo não para por aí. O prefeito Fernando Haddad tem um projeto audacioso: criar 400 km de ciclovias na capital paulista até o final de 2015, inaugurando um trecho de rotas cicloviárias por semana, incomodado com o fraco desenvolvimento da cidade paulista quando comparada a outras metrópoles. Em Sampa, o trajeto de bicicleta abrange menos de 1%.

Porém, outra iniciativa na cidade já está em andamento: um bicicletário público com vestiário está sendo criado próximo a estação de metrô Faria Lima. O projeto, que partiu de um abaixo assinado com mais de 23 mil assinaturas, terá manobristas, armários, ferramentas para bicicleta, e funcionará 24 horas.

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A primavera das bicicletas na América Latina

Por Estrella Gutiérrez*

Publicado em: http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/12/a-primavera-das-bicicletas/

“Diariamente percorro 43 quilômetros e isso me agrada”, diz Carlos Cantor, em Bogotá. “Há cinco anos troquei o carro pela bicicleta”, afirma Tomás Fuenzalida, de Santiago. Ambos expressam a primavera das bicicletas como solução de transporte na América Latina. Mas na segunda região mais urbana do mundo, a bicicleta cresce em um processo algumas vezes ensolarado e noutras nublado, diz o estudo Bicidades 2013, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sobre os avanços desse meio sustentável em cidades grandes e médias.

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O informe, baseado em pesquisas e solicitado pela Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis do BID, registra que entre 0,4% e 10% da população usa a bicicleta como transporte principal. Entre as cidades pesquisadas, a boliviana Cochabamba lidera a lista com 10% da população. Em seguida estão La Paz e Assunção, com 5%. Todas elas se incluem como cidades emergentes, com cem mil a dois milhões de habitantes. Entre as grandes urbes, em Santiago do Chile e Cidade do México, 3% da população tem na bicicleta seu principal transporte, seguidas por Buenos Aires e Bogotá, com 2%.

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