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O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais

Andrea C. Branco

Publicado

Caro Nassif,

 sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.

 Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.

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NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS

 O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.

A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de “Síndrome de Capitu”, criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. “Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia”, diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!

 ​Síndrome de Capitu

 O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável

 João Paulo Cunha

 Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.

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Aécio Never

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Publicado em: http://www.cartacapital.com.br/revista/829/aceitar-os-fatos-3950.html?utm_content=buffere499d&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

Por Marcos Coimbra

Há fatos de todos os tipos, dos imperceptíveis àqueles impossíveis de ignorar. Também na política existem os irrelevantes e os acachapantes.

O ano de 2014 está prestes a terminar e só não vê quem não quer o fato político mais acachapante do ano: Dilma Rousseff ganhou a eleição. Com a vitória, o PT garantiu a permanência no poder por mais um período, o que significa 16 anos seguidos no comando do País.

Como o futuro a Deus pertence, mas suas mais prováveis configurações podem ser estimadas, é possível dizer que nunca um partido esteve tão perto de realizar o sonho acalentado por todos: completar 20 anos no poder. Não é um aniversário tão extraordinário, mas encanta as legendas.

Todos os vencedores das eleições realizadas desde a redemocratização tinham planos de celebrá-lo. O projeto de Fernando Collor logo ficou pelo caminho. Ele nem sequer terminou o terceiro ano no poder. O do PSDB, com Fernando Henrique Cardoso, chegou apenas ao oitavo, para decepção do próprio e dos companheiros, que tinham certeza de que nunca seriam derrotados. Só falta uma vitória para o PT atingir a marca e está em seus quadros o favorito da eleição de 2018.

A renovação do mandato da presidenta é a prova de que a maioria da sociedade brasileira está basicamente satisfeita com o que seu antecessor e ela fizeram à frente do governo a partir de 2003. As pesquisas realizadas daí em diante mostram serem poucos aqueles que consideram que, nos últimos 12 anos, tudo sempre correu às mil maravilhas, mas são unânimes ao apontar o entendimento da maioria de que o caminho trilhado pelos governos petistas foi fundamentalmente correto.

Contra o fato da reeleição de Dilma pode haver esperneio, muxoxo e tentativa de desqualificação. Nada muda, porém, a realidade. Será ela a ocupante daquela cadeira no Palácio do Planalto até 31 de dezembro de 2018. Salvo, é claro, para quem não tem o menor apreço pela democracia e passa os dias a arquitetar uma maneira de impedi-la de tomar posse ou de derrubá-la via golpe de Estado.

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Coronelismo eletrônico: os veículos de comunicação da família Neves

 

Por Luiz Felipe Ferreira Stevanim em 12/11/2014

Publicado em:

http://jornalggn.com.br/noticia/coronelismo-eletronico-os-veiculos-de-comunicacao-da-familia-neves

Aécio e as vertentes do coronelismo eletrônico

Desde os tempos de Sarney e de seu ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, o coronelismo eletrônico não se mostrava tão próximo da presidência da República.

Neto de um tradicional político, o candidato Aécio Neves possui ligações com três rádios, uma emissora de TV e um jornal. O fenômeno – que chamamos de “coronelismo eletrônico” – inclui o uso político dos meios de comunicações e uma rede de favores e apadrinhamento que busca perpetuar o poder de determinado grupo nas comunicações e na política. Aécio, que é senador, descumpre o que está disposto no artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe que os parlamentares sejam proprietários, diretores ou controladores de empresas concessionárias de serviço público.

O candidato é sócio da Rádio Arco-Íris (FM 99,1 MHz), sediada em Betim, na zona metropolitana de Belo Horizonte, e retransmissora da Jovem Pan para a Grande BH. Uma breve consulta no Sistema de Informação dos Serviços de Comunicação de Massa (SISCOM) da Anatel comprova este fato. Segundo matéria da Folha, o governo de Minas se recusou diversas vezes a divulgar os repasses estaduais às emissoras ligadas ao candidato.

 Mas isso é só o que aparece aos olhos. O coronelismo eletrônico é mais sutil, menos evidente, mais sorrateiro. Para entendê-lo, é preciso ir mais fundo, em busca do rabo da palavra, como diria o bom mineiro Guimarães Rosa.

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Memória brasileira- tempos que não deveriam voltar mais

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O vice de Aécio

Vice de Aécio

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Aécio e o vento forte…!

Aécio fez aeroporto para acabar com o caos aéreo e é criticado por comunistas ingratos

Professor Hariovaldo

Publicado em http://www.hariovaldo.com.br/site/2014/07/22/aecio-fez-aeroporto-para-acabar-com-o-caos-aereo-e-criticado-por-comunistas-ingratos/ (22/07/2014)

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Aécio Neves, grande líder juvenil, vendo o caos aéreo que dominaria os aeroportos brasileiros durante a Copa do Mundo de 2014, não poupou esforços para evitar que o mesmo acontecesse e mandou construir um novo aeródromo em Minas para tentar evitar o pior. Assim, na falta de espaço disponível para construir, uma vez que um aeroporto usa uma grande área, não teve dúvidas, sacrificou a fazenda do seu próprio tio para não ver empatada as terras dos pequenos agricultores que dela tiram o sustento, num grande exemplo de generosidade, desprendimento e apreço pelo próximo.

Minas está bem servida pelos aeroportos. Imagine quantos mais podem ser construídos nas fazendas dos homens de bem pelo país afora?

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O aeroporto de Cláudio desafogou o tráfego de Jatinhos em Confins, e é só o primeiro de uma série de aeroportos para os homens bons, acabando com os congestionamentos nos grandes aeroportos, cujo aviões de carreiras tem que esperar por horas o momento da decolagem, interrompidos que são pelos jatos privados. Ou seja, os maiores beneficiados serão aqueles que andam nos aviões comerciais, uma vez que ganharão tempo e terão suas viagens agilizadas, só não vê isso que não quer ou tem o coração dominado pela maldade bolchevista.

Nosso futuro presidente, assim como JK, é um visionário, e pretende a todo custo tirar o transporte brasileiro do domínio das estradas e passar para o domínio dos aeroportos, como toda e qualquer nação moderna deve fazer. Com isso, Aécio criará a rede de proteção social para os homens de bem, edificando aeroportos e heliportos para o conforto e segurança dos deslocamentos desse importante estrato social. Esse fez e fará muito mais.

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