Maiakóvski

Porto

Lençóis de água sob um ventre pando.

Rasgam-se em ondas contra dentes brancos.

Amor. Lascívia. Como o uivo que escorre

das chaminés por gargalos de cobre.

No berço-embocadura barcos presos

aos mamilos de madres de ferro.

À orelha surda dos navios agora

rebrilham brincos de âncora.

 

1912

 

Trad. Haroldo de Campos

(Maiakóvski-Poemas-Ed. Perspectiva)

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