Bíblia e crucifixo são retirados do gabinete de Dilma no Planalto

Da Folha de S. Paulo

DE BRASÍLIA

09/01/2011 – 07h0o

(A “notícia” da Folha foi devidamente desmentida pela Ministra Helena Chagas no mesmo dia, através do seu twitter)

Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.

A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente “mais confortável”. Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.

Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como “eu acho”. Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está “mais à vontade”.

No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.

Fonte

Joaquim comenta.

Sobre o crucifixo e a bíblia que a Folha disse que a Dilma tirou, mas que ela, infelizmente, não tirou do Gabinete Presidencial.

Nas escolas públicas, aqui em BH, é MUITO comum encontrarmos crucifixos, imagens, frases com citações bíblicas, novo e velho testamentos nas bibliotecas e, em duas das quais trabalhei há uma gruta com uma imagem onde as pessoas vão rezar, fazer pedidos e depositar flores. Nunca vi, em 26 anos de profissão, um Buda, um Oxalá, um Shiva, um Pai Joaquim, um Alcorão, um Torá, um Tripitaka, um Evangelho Segundo o Espiritismo, um Avesta, um Vedas além daqueles que, pedindo emprestados a amigos e instituições, eu levei. No Brasil é conversa prá romano ver essa história de país oficialmente laico. Nós temos uma religião oficial, na prática, e temos a obrigação de pertencer a uma religião. Prova disso, a resposta mais comum de ouvirmos:’eu sou catótico. não praticante, mas sou’. Longe ainda estamos da liberdade de expressão, meus amigos!

Analise da Silva

 

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