varanda

do alto a chuva tênue

torna pleno

o silêncio da cidade


o corpo oscila

na noite breve vaga

nas vertentes dos rios


mãos mansas tateiam

nuances das ruínas fendas

da memória


do alto a chuva ainda

mais bela sussura

a inspiração das auroras


Adair Carvalhais Júnior

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4 Respostas para “varanda

  1. Poema com gosto de saudade do que não se teve…

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  2. e com um toque de insônia, né ?

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  3. Eeeita começo bão pra 2011..
    Tem mesmo o seu gosto nesse novo ano (que eu atribuo muito mais às suas bem merecidas férias do que ao início do ano propriamente dito, mas não me custa fazer felizes os cristãos): Leve, sutil, belo e úmido. Quase tanto quanto tem sido nosso primo mês.

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